JACSON MATOS
JACSON MATOS, 31, solteiro e sagitário.
Quando deixei a Bahia, há 13 anos atrás, para vir estudar em
São Paulo, não tinha idéia do quanto a distância
em forma de saudade seria um dado fundamental na minha formação
artística.
Estudei Publicidade, na Álvares Penteado, trabalhei alguns anos na
área, lay-out-man, artefinalista, diretor de arte; Depois, Artes Plásticas
na Universidade São Judas e Escultura em Barro no Liceu de Artes e
Ofícios de São Paulo.
Participei de inúmeras exposições.
Trabalhei em escolas de samba, criando carros alegóricos, em teatros
como cenógrafo, até montar meu primeiro ateliê na Alameda
Nothmann, centro de São Paulo, onde produzi bastante: pinturas, óleo
e acrílica sobre tela, esculturas, colagens; e foi ali que experimentei
meus primeiros textos, poemas, crônicas, contos e hai-kais.
Atualmente, desenvolvo minha pesquisa de mestrado junto a Unesp sobre o Homoerotismo,
atuo como Professor de Artes e produzo em meu novo ateliê, localizado
na rua José Maria Homem de Montes, Cidade Júlia, zona sul de
São Paulo.


SOBRE MEU TRABALHO
Sempre fui de produzir muito e sobretudo, de experimentar as diversas linguagens
artísticas, de averiguar os resultados técnicos e estéticos.
Mas neste trabalho, em específico, me despi da técnica e me
vesti da mais pura crença popular.
Obedeci à estética que absorvi em regresso pelo interior da
Bahia.
A força é o resgate maior de minhas raízes. Tive como
critérios: a cor da simplicidade, a forma primaria, pontos, linhas,
movimentos a simbolizando a dinâmica das 'Festas de Largo' por onde
passei.
Ó Acalmar do alvoroço!
Que esta noite retinta se dilua
Nesta canção de lua.
Que o Elo desta mElodia
Com a Cor do dia,
Traga a alvorada, a Concórdia.
Senhor, que todo ser preserve em si,
Vossa herança severa – a perseverança.
Senhor, que todo ser conserve em si,
A brandura do idoso, a doçura da criança.
Deus, preâmbulo de todos os Elementos!
Deus, que Deu seu Sangue para nos salvar,
Posto que, o sangue Ver melhor sua semelhança.
Senhor, Espelho da Fidelidade, Vermelho Elementar,
Dai-nos paciência,
Dai-nos Paz e Ciência.
ALGUNS POEMAS SOBRE O TEMA
Deus, Ele é o Estado de Dentro da bEleza,
Deus inventou o vento... e dEle a delicadeza.
Deus benza a brisa, a pureza, a pura reza.
Deus, é Esse Ser que inicia
A Essência da Serenidade,
Serena umidade que mantém
O brilho nos olhos da humanidade.
Sois Todos Sóis!
Solícita Luz, que após o difícil,
Vira Solene o prefácio da Solução.
Que tua cor tênue continue eterna,
Tenra em sua Vida de suaVidade.
Senhor de toda Era,
Que trás a terra equilíbrio , modEração.
Deus, Ele é o Gênio das Gêneses,
O preliminar da Elegância,
Divino donativo, extrato do Coração:
Cor, oração, ação, são.
Daí-nos paciência,
Daí-nos Paz e Ciência.